Laboratório de Desenvolvimento Urbano e Mudança Climática
domingo, 21 de outubro de 2012
Surge uma nova classe média global
Segundo estudo, quase 3 bilhões de pessoas, ou 40% da população mundial, devem deixar a pobreza, principalmente nos países emergentes
20 de outubro de 2012 | 22h 44 / Fernando Dantas, de O Estado de S.Paulo
RIO - Um total de quase 3 bilhões de pessoas, ou 40% da população mundial, ascenderá à classe média até 2050, e elas virão quase exclusivamente dos atuais mercados emergentes. Dessa forma, o consumo dos países emergentes pode saltar de um terço do consumo global para dois terços até 2050. A classe média no estudo é definida como famílias com ganhos anuais entre US$ 3 mil e US$ 15 mil, com US$ 5 mil sendo o divisor entre as classes médias baixa e alta.
Essas projeções estão no relatório "Consumidor em 2050/A alta da classe média dos mercados emergentes", um minucioso estudo sobre os padrões de consumo das massas que estão enriquecendo em países como China, Índia, Filipinas, Peru e México realizado pelo departamento de pesquisa global do HSBC, e divulgado em outubro. O Brasil também aparece no relatório, mas com previsões que não são das mais brilhantes.
Segundo o HSBC, à medida que a renda cresce, a comida e outros produtos básicos param de consumir a maior parte do salário e há mais dinheiro para as coisas "divertidas" da vida. O estudo mostra que as chamadas despesas discricionárias, que são as menos ligadas às necessidades básicas de sobrevivência, sobem de aproximadamente um terço para 60% do consumo total, quando os salários sobem de US$ 1 mil por ano para algo em torno de US$ 15 mil.
Essas projeções estão no relatório "Consumidor em 2050/A alta da classe média dos mercados emergentes", um minucioso estudo sobre os padrões de consumo das massas que estão enriquecendo em países como China, Índia, Filipinas, Peru e México realizado pelo departamento de pesquisa global do HSBC, e divulgado em outubro. O Brasil também aparece no relatório, mas com previsões que não são das mais brilhantes.
Segundo o HSBC, à medida que a renda cresce, a comida e outros produtos básicos param de consumir a maior parte do salário e há mais dinheiro para as coisas "divertidas" da vida. O estudo mostra que as chamadas despesas discricionárias, que são as menos ligadas às necessidades básicas de sobrevivência, sobem de aproximadamente um terço para 60% do consumo total, quando os salários sobem de US$ 1 mil por ano para algo em torno de US$ 15 mil.
domingo, 27 de maio de 2012
Emergentes impulsionam lares com um só morador
Luís Guilherme Barrucho
Da BBC Brasil em São Paulo
Com 12 milhões de pessoas que passam a morar sozinhas a cada ano no mundo, o número de lares com um único morador (também chamados de unipessoais) já é o maior da história e tem crescido a um ritmo acelerado, impulsionado, principalmente, por países emergentes como o Brasil.
Segundo dados da consultoria americana Euromonitor, mais de 270 milhões de pessoas ao redor do globo, ou quase 4% da população mundial, moravam sozinhas em 2011, um crescimento de 27,6% na comparação com 2006 e de 77% em relação a 1996.
Da BBC Brasil em São Paulo
Com 12 milhões de pessoas que passam a morar sozinhas a cada ano no mundo, o número de lares com um único morador (também chamados de unipessoais) já é o maior da história e tem crescido a um ritmo acelerado, impulsionado, principalmente, por países emergentes como o Brasil.
Segundo dados da consultoria americana Euromonitor, mais de 270 milhões de pessoas ao redor do globo, ou quase 4% da população mundial, moravam sozinhas em 2011, um crescimento de 27,6% na comparação com 2006 e de 77% em relação a 1996.
Você pode ser mais rico do que imaginava
Ou o Brasil pode ter mais pobres do que você pensava. Preencha sua renda mensal no quadro abaixo e descubra qual a sua posição na distribuição da renda do País.
Por Conteúdo: Sílvio Guedes Crespo e CPS/FGV/ Arte: Cyntia Ueda
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Atlas do Trabalho Escravo no Brasil pode prevenir exploração
Produção de carvão, exploração de cana-de-açúcar e pecuária são os ramos onde mais aparecem casos de trabalho escravo no Brasil. A informação está no livro Atlas do Trabalho Escravo no Brasil, lançado pela Oscip Amigos da Terra - Amazônia Brasileira.
Realizado pelos geógrafos da USP Hervé Théry, Neli Aparecida de Mello, Julio Hato e Eduardo Paulon Girardi, com apoio da OIT (Organização Internacional do Trabalho), o atlas foi desenvolvido com uma metodologia inédita que caracteriza a distribuição, os fluxos, as modalidades e os usos do trabalho escravo no país, nas escalas municipal, estadual e regional, utilizando fontes oficiais e consolidadas.
"O objetivo é criar uma ferramenta com a qual financiadores e empresas, em vez de reagir aos problemas, podem preveni-los, focando onde o risco é maior. Mas é essencial que a ferramenta seja atualizada constantemente", destaca Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra.
Realizado pelos geógrafos da USP Hervé Théry, Neli Aparecida de Mello, Julio Hato e Eduardo Paulon Girardi, com apoio da OIT (Organização Internacional do Trabalho), o atlas foi desenvolvido com uma metodologia inédita que caracteriza a distribuição, os fluxos, as modalidades e os usos do trabalho escravo no país, nas escalas municipal, estadual e regional, utilizando fontes oficiais e consolidadas.
"O objetivo é criar uma ferramenta com a qual financiadores e empresas, em vez de reagir aos problemas, podem preveni-los, focando onde o risco é maior. Mas é essencial que a ferramenta seja atualizada constantemente", destaca Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Mais de 60% das famílias não podem comprar casa em São Paulo
VANESSA CORREA
DE SÃO PAULO
Na cidade de São Paulo, 62% das famílias não têm condições de comprar uma casa ou apartamento próprio. E isso ocorre, na maior parte dos casos, porque os imóveis estão muito caros.
Essas são algumas das conclusões de um levantamento feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em 18 países da América Latina e do Caribe.
O dado foi calculado com base na porcentagem de domicílios que gastariam mais de 30% de sua renda para pagar prestações de financiamento de 20 anos, com 10% de entrada, considerando o imóvel mais barato em oferta. Em São Paulo, esse imóvel custa US$ 40 mil, diz o banco.
PREÇO ALTO
Segundo o coordenador da pesquisa, Cesar Bouillon, o principal motivo para a incapacidade dessas famílias de comprar sua casa é o preço elevado do imóvel na cidade e a escassez de imóveis para a população de baixa renda. Esse fator impede que 32% adquiram a casa própria.
"A maior parte dos imóveis em oferta é para famílias ricas", diz Bouillon. Para ele, o governo precisa incentivar, através de políticas, as empresas a construírem imóveis para a população mais pobre.
[CONTINUA]
DE SÃO PAULO
Na cidade de São Paulo, 62% das famílias não têm condições de comprar uma casa ou apartamento próprio. E isso ocorre, na maior parte dos casos, porque os imóveis estão muito caros.
Essas são algumas das conclusões de um levantamento feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em 18 países da América Latina e do Caribe.
O dado foi calculado com base na porcentagem de domicílios que gastariam mais de 30% de sua renda para pagar prestações de financiamento de 20 anos, com 10% de entrada, considerando o imóvel mais barato em oferta. Em São Paulo, esse imóvel custa US$ 40 mil, diz o banco.
PREÇO ALTO
Segundo o coordenador da pesquisa, Cesar Bouillon, o principal motivo para a incapacidade dessas famílias de comprar sua casa é o preço elevado do imóvel na cidade e a escassez de imóveis para a população de baixa renda. Esse fator impede que 32% adquiram a casa própria.
"A maior parte dos imóveis em oferta é para famílias ricas", diz Bouillon. Para ele, o governo precisa incentivar, através de políticas, as empresas a construírem imóveis para a população mais pobre.
[CONTINUA]
domingo, 22 de abril de 2012
Prédio de luxo se transforma em "elefante branco"
Folha de São Paulo - 22/04/2012
NATÁLIA ZONTA
DE SÃO PAULO
Localizado em uma das regiões mais nobres do bairro da zona oeste --próximo à casa de Silvio Santos--, o edifício Adolpho Carlos Lindenberg foi lançado em 2006 e entregue em 2009. Possui 12 apartamentos, cada um com seis suítes e 12 vagas na garagem.
| Rogério Canella/Folhapress |
Passados quase três anos, sete unidades foram vendidas, o que a própria construtora considera um resultado abaixo de qualquer expectativa. A falta de compradores ainda causa um prejuízo extra, já que a empresa paga a taxa de condomínio dos imóveis vazios, cujo valor não revela.
O resultado motivou a companhia a diminuir os investimentos no Morumbi. "Hoje em dia, o bairro sofre muito com o trânsito e isso pesa. As pessoas valorizam mais os bairros do outro lado do rio [Pinheiros].
É difícil comercializar nessa região", afirma Adolpho Lindenberg Filho, diretor da construtora. Segundo ele, o metro quadrado da área tende a custar 20% menos do que em outros bairros disputados pelo mercado imobiliário, como o Alto da Lapa, na zona oeste. "Hoje, procuramos terrenos na Vila Mariana, no Tatuapé e na Aclimação", diz.
Cada unidade do empreendimento --que, segundo o diretor, foi comercializada na planta por cerca de R$ 6 milhões-- hoje é vendida por cerca de R$ 10,4 milhões. "Não diria que valorizou, apenas sofreu uma correção. Não acompanhou o que ocorreu no restante da cidade."
Para ele, o perfil do bairro mudou ao longo dos anos. "O Morumbi se transformou. Na parte conhecida como Cidade Jardim, há casas muito boas, mas a segurança é complicada."
Quem tem como missão comercializar as unidades encalhadas reclama. Uma corretora que pediu para não ser identificada afirma que atualmente quase não existe procura pelos apartamentos. "Houve uma época em que muitos curiosos nos ligavam. Agora, nem isso. Os interessados de porte compraram no lançamento", diz.
O resultado motivou a companhia a diminuir os investimentos no Morumbi. "Hoje em dia, o bairro sofre muito com o trânsito e isso pesa. As pessoas valorizam mais os bairros do outro lado do rio [Pinheiros].
É difícil comercializar nessa região", afirma Adolpho Lindenberg Filho, diretor da construtora. Segundo ele, o metro quadrado da área tende a custar 20% menos do que em outros bairros disputados pelo mercado imobiliário, como o Alto da Lapa, na zona oeste. "Hoje, procuramos terrenos na Vila Mariana, no Tatuapé e na Aclimação", diz.
Cada unidade do empreendimento --que, segundo o diretor, foi comercializada na planta por cerca de R$ 6 milhões-- hoje é vendida por cerca de R$ 10,4 milhões. "Não diria que valorizou, apenas sofreu uma correção. Não acompanhou o que ocorreu no restante da cidade."
Para ele, o perfil do bairro mudou ao longo dos anos. "O Morumbi se transformou. Na parte conhecida como Cidade Jardim, há casas muito boas, mas a segurança é complicada."
Quem tem como missão comercializar as unidades encalhadas reclama. Uma corretora que pediu para não ser identificada afirma que atualmente quase não existe procura pelos apartamentos. "Houve uma época em que muitos curiosos nos ligavam. Agora, nem isso. Os interessados de porte compraram no lançamento", diz.
domingo, 1 de abril de 2012
Consumismo eleva endividamento
Maria Inês Dolci
Cresceu o número de endividados em São Paulo ( 52,2%) em março, aponta pesquisa da FecomércioSP. O cartão de crédito continua como o principal meio utilizado para adquirir essas dívidas : 67,5% dos paulistanos estão devendo devido às compras pagas dessa maneira. É um absurdo que os consumidores se endividem com o cartão, que tem os maiores juros do mercado. Há outras formas de crédito com condições mais favoráveis.A participação dos carnês também aumentou de 18,6% para 28,2%.São pessoas que no afã de aproveitar as ofertas gastam mais do que o orçamento comporta.
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