segunda-feira, 31 de outubro de 2011

The Story of Agriculture and the Green Economy



FONTE: http://www.farmingfirst.org/green-economy/

G1: Mundo chega a 7 bilhões de pessoas; confira curiosidades e números

A população mundial alcançou a marca dos 7 bilhões de habitantes nesta segunda-feira (31) por volta das 4h, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), e uma pequena filipina de nome Danica, nascida em Manila, foi a escolhida inicialmente para simbolizar os desafios planetários de crescimento demográfico. Rússia e Índia também reivindicam o nascimento do bebê-símbolo.

FSP: Robôs ajudarão população que envelhece no Japão

Num momento em que o mundo se prepara para viver com 7 bilhões de seres humanos sobre a Terra, o Japão está enfrentando uma diminuição e o envelhecimento de sua população, que deverá contar cada vez mais com a ajuda dos robôs.

Uma ampla gama de empresas, das que oferecem cuidados médicos às que fabricam automóveis, estão desenvolvendo robôs capazes de ajudar as pessoas mais velhas ou seus cuidadores.

[CONTINUA]

domingo, 30 de outubro de 2011

OESP: Pra onde vai esse trem?

Demógrafo da ONU prevê que a população deve se estabilizar por volta de 2050, mas haja solavanco até lá

O holandês Ralph Hakkert é demógrafo do Fundo de População das Nações Unidas. Pelo que tem observado de seus voos pelo planeta, é mais otimista: por volta de 2050 a coisa se acomoda em torno dos 9 bilhões. Não só porque as mulheres terão mais acesso aos métodos contraceptivos, mas porque a África passará por um processo muito acentuado de urbanização, o que deve desencorajar a fecundidade do continente mais animado a se multiplicar.

[CONTINUA]

NYT: Our Unpaid, Extra Shadow Work



In a subsistence economy, work directly answers the needs of life: gathering food, growing crops, building shelters and fires. But once money comes into play, a whole range of tasks arises that do not address basic needs. Instead, such work may enable one to earn money and buy both necessities and, if possible, luxuries.

sábado, 29 de outubro de 2011

BBC: Sete bilhões de pessoas no mundo: saiba em que posição você está

A população mundial deve chegar a sete bilhões de pessoas em alguns dias. Depois de registrar crescimento lento na maior parte do passado, o número de pessoas no planeta mais que dobrou nos últimos 50 anos. Mas como é que você se encaixa nessa história? Insira sua data de nascimento abaixo para descobrir.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Nerdworking: Consumo Conspícuo e Seleção Sexual - Porque Preferimos o Mais Caro

Estamos vivendo numa época onde o ter sobrepuja o ser. Essa frase se tornou um clichê. Mas ela diz a verdade, realmente estamos muito mais sensíveis ao que o outro tem do que ao que ele é. Às vezes, o que se tem funciona como um indicador daquilo que se é. Claro que algumas pessoas fogem a essa regra, mas o quanto elas realmente fogem? Será que é possível fugir de tal tendência totalmente? Estudos interessantíssimos mostram que, além de avaliarmos a confiabilidade, beleza, respeitabilidade e status de alguém de acordo com o que essa pessoa possui, também levamos em conta – e muito – o valor gasto. Alguns estudiosos chegam a dizer que esse mecanismo está por trás não só da mente humana, mas também das relações de seleção sexual de outros animais, mostrando que essa é uma tendência antiga que compartilhamos com outros seres.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Visão crítica: Revelada a rede capitalista que domina o mundo

Da New Scientist - 22/10/2011

Além das ideologias

Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.

Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.

A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça.

Mudanças no clima já afetam Litoral Norte de SP

Maré tem se elevado e volume de chuvas também aumentou na região, o que causa preocupação com deslizamentos e inundações

O aquecimento global já afeta o litoral norte de São Paulo. Além de elevar a maré, o fenômeno torna mais comuns eventos climáticos extremos. Catástrofes como deslizamentos e inundações deverão ocorrer com mais frequência na região. O alerta foi dado pela Rede Litoral, grupo que integra cientistas de diversas instituições no Estado e em Minas.

Paolo Alfredini, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), analisou dados registrados desde 1944 nos marégrafos do litoral norte. Descobriu que a maré baixa tem crescido sete centímetros por década. Ele não tem dúvidas quanto ao papel desempenhado pelo aquecimento global nas transformações. E prevê, para o próximo século, uma taxa de elevação da maré de um centímetro por ano.

A frequência de chuvas torrenciais também preocupa. A pesquisadora Graziela Balda Scofield, do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Cptec-Inpe), reuniu os dados de 1970 a 1999 de sete pluviômetros distribuídos na região costeira do litoral norte.

domingo, 23 de outubro de 2011

OESP: Os novos movimentos de migração no Brasil

Tendência histórica de migração do campo para as cidades sofre mudanças e pólos de atração, como Rio e São Paulo, passam a "expulsar" moradores.

OVALE: Extração de areia está na mira da fiscalização no Vale

Cetesb aplica advertência a porto que operaria sem licença em Jacareí; empresa nega irregularidade e recorre à Justiça

Xandu Alves
Jacareí

A Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) advertiu a empresa Oásis Mineração, de Jacareí, para paralisar as atividades de extração e classificação de areia, por desmonte hidráulico em cava seca, que estavam sendo exercidas sem a devida licença de operação.

Através das vistorias de rotina e com a nova planta de lavra apresentada pelo empreendedor, em razão da renovação da licença, que é feita de três em três anos, a Cetesb constatou que a lavra atual e o avanço pretendido estavam localizados fora dos limites estabelecidos pelo zoneamento ambiental minerário, em áreas de conservação de várzea.

Fiscais do órgão entregaram a advertência no dia 9 de setembro deste ano e, segundo a Cetesb, a recomendação foi de que as atividades fossem paralisadas de imediato.

OESP: Estudo nega ligação entre celular e câncer

Cientistas dinamarqueses não encontraram ligação entre o uso do aparelho e o desenvolvimento de câncer no cérebro

LONDRES – Um estudo feito por cientistas dinamarqueses não encontrou ligação entre o uso de telefones celulares e o desenvolvimento do câncer no cérebro, afirmaram nesta sexta-feira, 21, os autores da pequisa no site da revista British Medical Journal (BMJ, sigla em inglês).

Segundo o estudo, realizado no Instituto de Epidemiologia de Copenhague, os casos de câncer no sistema nervoso central eram os mesmos entre os indivíduos que usaram celular durante um longo período de tempo – mais de 10 anos – e as que nunca utilizaram esse aparelho.

O risco do uso de celular foi motivo de debate durante muito tempo. Durante um período de 18 anos, os pesquisadores acompanharam de perto a saúde de 350 mil pessoas, entre elas usuários de celular e outras que nunca tiveram acesso ao aparelho.

FSP: Casa noturna 'verde' nos EUA vai gerar energia

FERNANDA EZABELLA
ENVIADA ESPECIAL A SAN FRANCISCO (EUA)

Os copos parecem de plástico mas, na verdade, são feitos de milho. Já as garrafinhas de água são de plástico mesmo. A casa noturna Temple, em San Francisco, que se vangloria de ser a mais "verde" dos EUA, e primeira a ser lançada no mundo, em 2007, é um exemplo dos desafios da correção ecológica para a indústria do entretenimento.

"É uma vergonha vendermos garrafinhas de água, mas é também a realidade de tentar fazer negócio e ter uma mentalidade sustentável", disse à Folha o diretor de sustentabilidade da casa, o americano Mike Zuckerman.

Na Califórnia, é proibido vender álcool depois das 2h, e a Temple fica aberta até as 4h, quando o principal consumo passa a ser água e energéticos, que rendem ao clube algumas centenas de milhares de dólares por ano.

No total, a casa afirma que consegue reciclar ou decompor 89% de seu lixo, doar todo o seu óleo de cozinha e economizar US$ 20 mil (cerca de R$ 35 mil) por ano com outras práticas "verdes".

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Earth Policy Institute: World Population Hitting 7 Billion

By: Brigid Fitzgerald Reading
Fonte: http://www.earth-policy.org/indicators/C40/population_2011


The number of people in the world is expected to reach 7 billion by the end of October 2011. Our rate of increase continues to slow from the high point of over 2 percent in 1968. Still, this year’s 1.1 percent increase means some 78 million people will be added to the global population in 2011. 

The human population did not reach 1 billion until the early nineteenth century, and it took more than 100 years to reach 2 billion. After that, the intervals between billions grew even shorter: we added the third billion in 33 years, the fourth in 14 years, the fifth in 13 years, and the sixth and seventh in 12 years each. Anyone alive today who was born by 1940 has seen our numbers triple. The most widely cited United Nations projection shows world population hitting 8 billion in 2025 and 10 billion before the end of this century.























domingo, 9 de outubro de 2011

Carta Capital: Paradoxo nativo

Vladimir Safatle

O Brasil é um país peculiar. Talvez não haja uma nação no mundo onde se fale tanto em educação. Todos os dias vemos comentários na mídia, declarações de políticos apontando a educação como prioridade, empresários pregando mais atenção à formação, especialistas com planos mirabolantes. No entanto, os resultados são, fora algumas exceções que merecem nota, absolutamente desalentadores. Esse paradoxo aparente pode ser explicado de maneira relativamente simples: fala-se muito para dar a impressão de que os problemas educacionais brasileiros são profundamente complexos e compreensíveis apenas para uma minoria de especialistas que cobram consultorias a preço de ouro. Nossos problemas educacionais são, porém, básicos e pedem apenas uma combinação de políticas de longo prazo com investimentos maciços, ou seja, perseverança e dinheiro.

Um exemplo maior dessa estratégia toca a situação dos professores. Não é necessária muita investigação para entender que o sucesso do processo educacional tem, como condição necessária, a existência de um corpo de professores altamente qualificado e motivado. Para termos tal corpo, faz-se necessário que a profissão de professor seja atrativa aos olhos dos nossos jovens mais brilhantes. Eles devem se sentir motivados a abraçar a carreira, eles devem identificá-la como uma carreira capaz de garantir um sólido reconhecimento social. Caso isto não ocorra, eles simplesmente procurarão outra profissão.

Agora, procure responder à seguinte pergunta: por que um ótimo estudante de Física assumiria uma carreira em que os salários são algo próximo do ridículo, as condições de trabalho são precárias e a carga horária não dá espaço para pesquisa e reciclagem? Nesse sentido, vale a pena lembrar que, quando apareceu a proposta de um patamar nacional mínimo de salários para professores, seu valor não passava de 900 reais. Mesmo assim, vários governadores procuraram vetá-lo porque a lei insistia que os professores não deveriam ter toda sua carga horária dentro de sala de aula. Maneira de lembrar que professores são pagos também para preparar aulas e pesquisar. Isto, diziam alguns governadores, aumentaria em demasia o custo da educação.

Antes de discutirmos o ponto relacionado aos custos, vejam como se constrói um sofisma. Vez por outra, alguém aparece para falar que a equação altos salários/boa educação não se sustenta. Elas simplesmente confundem “condição necessária” com “condição suficiente”. Não há nenhuma equação biunívoca que garanta a qualidade da educação, mas há um conjunto de fatores que, quando presentes, fornece resultados robustos. Da mesma forma, outros gostam de falar que o que motiva professores não é necessariamente o salário, mas “a grandeza da profissão”, “o prazer de ensinar” e outras pérolas do gênero. Alguém deveria sugerir uma lei para limitar o cinismo desses arautos do altruísmo alheio.

Outro ponto importante diz respeito à ausência de um sistema unificado de controle da qualidade do ensino. Pelos processos de avaliação como o Enem, a Prova Brasil e outros, o governo procurou- minimizar esse ponto. Mas precisamos de um sistema nacional de avaliação contínua da qualidade das aulas e das condições escolares (como existência de bibliotecas dignas desse nome, laboratórios, espaços de estudos- etc.). Isso só poderia ser feito pela criação de uma inspetoria-geral.

Precisamos de um órgão, ligado ao Ministério da Educação, composto de inspetores responsáveis por avaliar aulas, programas, o uso de materiais didáticos, assim como unificar currículos mínimos e cobrá-los. Isso deveria ser aplicado tanto em escolas públicas quanto em escolas privadas (cuja qualidade está longe do valor surreal cobrado por suas mensalidades). Precisamos de um verdadeiro currículo mínimo nacional obrigatório capaz de organizar os conteúdos didáticos de todo o processo escolar. Qualquer professor sabe que, devido à ausência de tal currículo, nossos alunos são obrigados, muitas vezes, a enfrentar uma profunda desarticulação entre as matérias dadas em diversos anos, repetindo de maneira irracional conteúdos e subexplorando processos cumulativos.

Alguns costumam dizer que a imposição de um currículo mínimo nacional obrigatório seria um atentado contra a diversidade das perspectivas de ensino, a multiplicidade dos métodos de aprendizado e as diferenças regionais deste país continental. Talvez eles queiram, com isso, esconder o fato de que, por mais diversos que sejamos, os alunos devem aprender os mesmos conteúdos. As regras de geometria analítica são as mesmas em São Paulo e em Alagoas. Os horrores da ditadura devem ser ensinados independentemente do método de ensino ser montessoriano, construtivista ou tradicional. Muitas vezes, o discurso da multiplicidade e da diversidade é apenas uma cortina de fumaça contra a incapacidade de realmente ensinar. Podemos nunca chegar a um acordo completo a respeito do que devemos ensinar aos nossos alunos. Mas temos um acordo mínimo. Por mais que tenhamos visões múltiplas a respeito do conhecimento, não creio existir alguém sensato que diria que as leis da física newtoniana e as condições socioeconômicas que levaram à Segunda Guerra Mundial não são conteúdos relevantes para ser ministrados aos nossos alunos.

Por outro lado, a autonomia federativa em relação às escolas de ensino fundamental e médio não pode servir de argumento para o bloqueio do desenvolvimento de políticas nacionais unificadas. Tal autonomia serve, muitas vezes, para justificar as piores distorções. Lembremos, por exemplo, de certos discursos que apareceram tentando justificar o fato de o governo FHC ter vetado o ensino obrigatório de filosofia e sociologia. Não foram poucos aqueles que destilaram o pior preconceito regional, afirmando que tal lei não faria sentido nos rincões do País. Para quem acha que depois do Rio Tietê só há mato, não faz mesmo muito sentido ensinar filosofia nos rincões. Já para quem não é acometido dessa alucinação visual herbária, um currículo nacional mínimo continua sendo necessário.

Por sinal, esse exemplo também vale para criticarmos o que poderíamos chamar de “o mito coreano”. Trata-se desse mantra, impulsionado por uma certa mídia, de que o Brasil deveria fazer na educação o que fez a Coreia do Sul. Sugiro que conheçam melhor a realidade educacional da Coreia do Sul, com sua ignorância a respeito dos modelos de pesquisa em ciências humanas e desenvolvimento do pensamento crítico. Desde o início do século XX, há no Brasil aqueles que gostariam de resolver o problema da educação a partir do paradigma da “formação da mão de obra qualificada”. Sem negligenciar tal problema, valeria a pena lembrar que a formação educacional não se resume a isso. Queremos formar trabalhadores, mas também cidadãos conscientes, sujeitos com alta capacidade crítica, indivíduos criativos, e para tanto não creio que o mito coreano possa nos ajudar.

Há ainda um último ponto a ser lembrado. Andando na contramão dos países desenvolvidos, o Brasil conseguiu desperdiçar todas as chances de dar realidade aos projetos de escola em tempo integral. Não é difícil compreender que o aluno que fica mais tempo na escola pode aprender mais e de maneira mais articulada. A imersão no ambiente escolar permite o desenvolvimento de atividades complementares e reforço de atividades de base. Desde a corajosa política dos Cieps, levada a cabo por Darcy Ribeiro, nunca mais o Brasil procurou implementar um plano de larga escala para o desenvolvimento de escolas em tempo integral. Por mais que tentemos inventar soluções paliativas e manobras diversionistas, não haverá melhora efetiva de nosso ensino sem estes três pilares (valorização da carreira de professor, avaliação contínua da qualidade por meio de inspetorias e escola em tempo integral).

Neste ponto, alguém poderia dizer que a implementação em larga escala de tais escolas seria impossível do ponto de vista financeiro. Aqui, podemos, enfim, discutir essa questão importante. O maior imposto que a classe média paga é a escola privada. Se uma família tiver dois filhos, ela pagará algo em torno de 2 mil e 3 mil reais por mês para a educação. Como essa família não tem escolha, já que ela não pode colocar seus filhos em escolas públicas, o melhor nome para esse gasto é “imposto”. A maior desoneração de impostos que um governo pode fazer no Brasil é dar à população a possibilidade de colocar seus filhos em uma boa escola pública. Sendo assim, para desonerar esse imposto, justifica-se a criação de algo como um “imposto vinculado aos gastos de educação” e que seria progressivo em relação à renda da população. Um imposto certamente muito menor do que as mensalidades que somos obrigados a pagar. Tal política certamente permitiria a criação de um forte sistema qualificado de escolas em tempo integral, fornecendo mais dinheiro para nossas políticas educacionais.

Isto é apenas um exemplo de como não devemos nos acomodar ao discurso fatalista de que não há como resolver nossos problemas elementares de educação. Esperamos daqueles que nos governa não a resignação e o pedido de paciência infinita diante dos problemas, mas a criatividade política que sabe encontrar saídas novas.

Talvez um bom exemplo do que somos capazes deve ser procurado no ensino universitário público. Durante a década de 90, o governo nos dizia ser impossível financiar um novo ciclo de expansão das universidades públicas, o que levou à política equivocada de estimular a proliferação de faculdades e universidades privadas de qualidade, muitas vezes, catastrófica. O Brasil sofreu e ainda sofre muito devido a tal equívoco. Mas vimos nos últimos anos como tal tendência poderia ser invertida. Graças a uma política acertada, o Brasil deve ter se tornado um dos únicos lugares do mundo onde, em vez de fecharmos universidades e departamentos (e lembraria que isso ocorre atualmente em países como o Reino Unido), construíram-se novos campi. Esse robusto ciclo de crescimento da universidade pública produzirá, no médio prazo, um impacto importante na qualidade de nosso ensino e pesquisa.

Defender e desenvolver novas universidades é algo que aparece como um imperativo. Talvez essa experiência sirva de exemplo. Ela nos mostra que, a partir do momento em que um governo coloca questões educacionais como prioridade real, soluções podem sempre ser encontradas.

Vladimir Safatle é professor de filosofia da USP

OESP: Nova classe média já gasta mais com serviços do que com bens de consumo

FONTE: http://economia.estadao.com.br/noticias/economia,nova-classe-media-ja-gasta-mais-com-servicos-do-que-com-bens-de-consumo,87493,0.htm


Márcia De Chiara, de O Estado de S. Paulo

A nova classe média já gasta mais com serviços do que com bens de consumo, revela estudo do instituto Data Popular. De cada R$ 100 desembolsados hoje, R$ 65,20 são com serviços e R$ 34,80 com produtos. Há 9 anos, as proporções entre gastos com serviços e bens de consumo estavam equilibradas. Eram de 49,5% e 50,5%, respectivamente.

O aumento do gasto com serviços da classe C, que é mais da metade (54%) da população do País, dificulta a tarefa do Banco Central de trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5%. É que os serviços não podem ser importados para conter a alta de preços. Além disso, seus preços são influenciados pelo salário mínimo, que tem reajuste programado de 14% para o ano que vem.

"É a primeira vez que o gasto com serviços da classe C supera o desembolso com a compra de produtos", afirma Renato Meirelles, sócio diretor do instituto e responsável pelo estudo. Nos extremos da pirâmide social, no entanto, o estudo mostra que o perfil de consumo se manteve. Isto é, a alta renda continua gastando mais com serviços como proporção das despesas totais e a baixa renda, com produtos.

O trabalho considera como classe C as famílias com renda média familiar de R$ 2.295. As projeções do perfil de gastos da classe C para este ano foram feitas com base no cruzamento de dados da Pesquisa de Orçamento Familiar e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE. O estudo separa as despesas das famílias em bens e serviços num horizonte mais amplo, que inclui não só serviços livres, mas administrados, como energia elétrica, por exemplo.

Comida. Um recorte revelado pelo estudo é que a classe C desembolsa hoje mais com serviços considerados opcionais segundo os critérios do trabalho, como despesas com cabeleireiro, manicure, sapateiro, lavanderia, entre outros, do que com alimentos, que é um gasto obrigatório. Nesse caso, a proporção de gastos com esses serviços opcionais (22,6%) chega a ser quase o dobro do desembolso com a comida na casa da classe C (11,8%).

Entre os serviços com maior crescimento nos últimos cinco anos nos gastos da classe C estão manutenção do lar (211,23%), mensalidade escolar (181,23%) e viagens (158,25%). Meirelles diz que, ao equipar a casa com mais eletrônicos, a classe C gasta mais com serviços de energia.

Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, pondera que a valorização do real ajudou a mudar o perfil de consumo da classe C ao reduzir o preço dos bens transacionáveis. Mas ele ressalta que a classe C gasta mais com serviços porque também se beneficia do processo. É que o setor de serviços é o grande empregador da classe C. "A cabeleireira consegue hoje fazer turismo no Nordeste porque o penteado ficou mais caro. É um processo autofágico."

Preço dos serviços. Nos últimos cinco anos, a inflação dos serviços tem ficado acima da inflação total, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em 12 meses até setembro, a inflação dos serviços subiu 9,84% e o IPCA acumula alta de 7,31%.

"Neste ano e no próximo não deverá ser diferente", diz o economista da consultoria Tendências Thiago Curado, lembrando o elevado nível de indexação, na casa de 40%, que persiste na economia, sustentado especialmente pelo salário mínimo. Para um IPCA projetado pela consultoria de 6,6% em 2011 e de 6% em 2012, ele estima que os preços dos serviços devem subir 8,5% a cada ano.

A dificuldade de reduzir a inflação de serviços se deve ao aumento da própria procura por serviços, mantida em boa parte pela nova classe média, que mudou a estrutura social do País. "Entre 2003 e 2011, cerca de 40 milhões de pessoas terão ingressado na classe média", calcula o coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcelo Neri.

Com mais emprego e renda no bolso, proporcionada pelo próprio setor de serviços, essa população emergente ampliou sua lista de despesas, que anteriormente estava concentrada em produtos. Com isso, ajuda a manter a demanda aquecida por serviços. "O carrinho do supermercado tem limite. Os serviços, não", observa o sócio diretor do Data Popular, Renato Meirelles, que tirou uma fotografia do perfil de consumo da classe C.

A família do porteiro Francisco Lourenço Filho, de 44 anos, é o retrato fiel da nova classe média. Dez anos atrás, os gastos com alimentação dentro de casa representavam metade das despesas que ele e a mulher Anabel Sulpino de Andrade Lourenço, empregada doméstica, de 37 anos, tinham com os três filhos, Camila, Francisco Ramon e Gustavo. Atualmente, os desembolsos com alimentos respondem por 30% das despesas mensais. Nos últimos anos, a lista de gastos da família engordou junto com a renda. Serviços de internet, TV a cabo e celular e até gastos com almoço fora aos domingos não faziam parte da rotina da família.

"Hoje não fico sem internet", diz Lourenço, que usa o computador para falar com os parentes na Paraíba, ver notícias de Souza, sua cidade natal, e aprender violão em um curso gratuito disponível na rede mundial de computadores.

Já os filhos não abrem mão da TV a cabo e a mulher, do telefone celular. "Celular é um serviço obrigatório", diz Anabel. Ela considera esse um gasto que lhe proporciona conforto, assim como as duas viagens de avião, no lugar do ônibus, que fez nos últimos anos para visitar os pais no Nordeste. De vez em quando, ela conta que opta pelo táxi quando sai com toda a família.

A operadora de telemarketing, Elaine Cristina Alves da Silva, solteira, com 29 anos, também considera o telefone celular um serviço obrigatório. "Não dá para ficar sem, virou rotina", afirma.

Além do celular, os gastos com internet e as idas à lanchonete com a mãe e a irmã duas vezes por mês são serviços incorporados à lista de despesas. Dez anos atrás, metade da renda dela e da mãe, que era bem menor, era gasta com alimentos. Hoje essa fatia gira em torno de 30%.

Corte. Apesar de entusiasmada com o conforto que o consumo de serviço pode proporcionar, a nova classe média está atenta às altas de preços. A família Lourenço, por exemplo, reduziu de quatro para duas vezes por mês as idas ao restaurante.

Em 12 meses, até setembro, comer fora de casa ficou 8,54% mais caro, de acordo com o Índice de Preços ao Consumidor Mercado da FGV. No mesmo período, a inflação cheia, medida pelo mesmo indicador, foi de 7,11%.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

BBC: 'Temos que abandonar o mito do crescimento econômico infinito', diz economista

Neste texto, Tim Jackson, professor da Universidade de Surrey e autor do livroProsperity without Growth - Economics for a Finite Planet (Prosperidade sem Crescimento: Economia para um Planeta Finito, defende o abandono do mito do crescimento infinito:

Toda sociedade se aferra a um mito e vive por ele. O nosso mito é o do crescimento econômico.

Nas últimas cinco décadas, a busca pelo crescimento tem sido o mais importante dos objetivos políticos no mundo.

A economia global tem hoje cinco vezes o tamanho de meio século atrás. Se continuar crescendo ao mesmo ritmo, terá 80 vezes esse tamanho no ano 2100.

Esse extraordinário salto da atividade econômica global não tem precedentes na história. E é algo que não pode mais estar em desacordo com a base de recursos finitos e o frágil equilíbrio ecológico do qual dependemos para sua sobrevivência.

Na maior parte do tempo, evitamos a realidade absoluta desses números. O crescimento deve continuar, insistimos.

As razões para essa cegueira coletiva são fáceis de encontrar.

BBC: 'O capitalismo não fracassou, mas sim a sua visão neoliberal'

Há vinte anos, a queda do Comunismo no Leste Europeu parecia provar o triunfo do capitalismo. Mas teria sido uma ilusão?

Os constantes choques no sistema financeiro internacional nos últimos anos levaram a BBC a perguntar a uma série de especialistas se eles acham que o capitalismo ocidental fracassou.

Neste texto, José Antonio Ocampo, colombiano, economista, ex-secretário-geral adjunto da ONU e ex-secretário-executivo da Cepal, diz que o problema era a visão de que o capitalismo tinha de ser um sistema não regulado:

O economista colombiano José Antonio Ocampo, professor da Universidade de Columbia, em Nova York, não crê que o capitalismo como modelo geral tenha fracassado. No entanto, em sua opinião, o que se mostrou como fracasso foi a visão mais neoliberal do capitalismo.

"O que fracassou foi a ideia de que o capitalismo tinha de ser um sistema não regulado", diz Ocampo, que trabalhou como secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, além de secretário-executivo da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

O Vale: Entenda quais os benefícios a Região Metropolitana poderá trazer para as 39 cidades do Vale

UNICAMP: Pesquisador de Yale alerta sobre impactos socioambientais da produção de biocombustíveis

Os impactos ambientais e sociais da produção de biocombustíveis foram discutidos na tarde desta terça-feira (4) na Unicamp pelo pesquisador e docente da Escola de Estudos Florestais e de Meio Ambiente da Universidade de Yale, Robert Bailis. Bailis, doutor em energia e recursos pela Berkeley University e mestre em física pela Northwestern University, estuda a produção de combustíveis em países emergentes, como Brasil e Índia. “Meu estudo trata das relações entre sociedade, ambiente e uso da energia, sobretudo em países subdesenvolvidos. Pesquiso a utilização da bioenergia no uso doméstico e de transportes”, contou o docente, durante palestra a alunos e convidados no auditório da Biblioteca Central Cesar Lattes.

No evento, que aconteceu como parte da visita da delegação da Universidade de Yale à Unicamp, o pesquisador destacou os fatores para o aumento da produção de biocombustiveis. Ele citou o alto custo do petróleo; os custos ambientais gerados pela produção de combustíveis tradicionais; e o incentivo à agricultura doméstica, principalmente nos Estados Unidos. “Porém, os biocombustíveis, como o biodiesel, ainda são mais caros que combustíveis tradicionais”, ponderou.

Robert Bailis alertou também para os impactos sociais e econômicos da produção de biocombustiveis. O pesquisador criticou a utilização do milho norte-americano como matéria prima para produção de etanol e o consequente aumento do preço dos alimentos. Sobre os países emergentes, ele apontou as más condições dos trabalhadores do campo. “Há muitas políticas públicas que regulam a produção de biocombustiveis ao redor do mundo. Mas elas se preocupam em sua maioria sobre os aspectos formais dessa produção, deixando de lado os aspectos sociais”, afirmou. O docente da Universidade de Yale foi apresentado pelo professor Antônio José da Silva Maciel, da Faculdade de Engenharia Agrícola (Feagri).

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

PERN: Major Spatial Population Data Collection Released

by Elisabeth Sydor [Communications Coordinator - CIESIN]

Urbanization poses both challenges and opportunities for sustainable development and environmental management. Improved data on patterns of human settlement and trends in population can help researchers and policy makers better understand differences between urban and rural areas in terms of their impacts on the environment and vulnerability to environmental variability and change. The newly released Global Rural-Urban Mapping Project, Version 1 (GRUMPv1) data collection is a valuable resource both for researchers studying human-environment interactions and for applied users working to address critical environmental and societal issues.

Developed by the NASA Socioeconomic Data and Applications Center (SEDAC) operated by CIESIN,GRUMPv1 is actually a collection of three global data sets:

1) Population density and population count grids build on SEDAC’s Gridded Population of the World, Version 3 data set (GPWv3), which does not distinguish between urban and rural areas. GRUMPv1 identifies urban areas based in part on observations of lights at night collected by a series of Department of Defense meteorological satellites over several decades.

2) A geo-referenced database of urban settlements with populations greater than 5,000 persons, which may be downloaded in both tabular and shapefile formats.

3) An urban-rural “mask” (urban extents grid,) which identifies those areas of the Earth’s land surface that appear to be urbanized based on a combination of night-time lights, and, where there are no lights, settlement points that are buffered according to population size.

GRUMPv1 also includes four ancillary data sets: land/geographic unit area grids, national boundaries, national identifier grids, and coastlines. All grids are provided at a resolution of 30 arc-seconds (~1km), with population estimates normalized to the years 1990, 1995, and 2000. All data sets are available for download as global products, and several are available as continental, regional, and national subsets.

See: Global Rural-Urban Mapping Project, Version 1 (GRUMPv1)

GHH: The latest data on global obesity: flipping points, energy models and food regulation

















Data from over 200 countries collected since 1980 has revealed steady increases in obesity in every region of the world, including in most low- and middle-income countries. The international medical journal The Lancet recently published a series of papers highlighting the latest data about what’s driving global obesity, and what we can do about it. In this post, we review key findings from the articles and look at several questions addressed by them: what is the size and nature of the problem, what is driving its global increase, what will the future obesity burden be under a business-as-usual scenario, and what action is needed to reverse the trend?

O Vale: Cidade invisível: S. José ignora 41 novos bairros clandestinos

Mapa urbano oficial desconhece novas ocupações que crescem na periferia em áreas de preservação ou terrenos em encostas e pontos de risco; pelo menos 10 mil vivem nestes locais, aponta estudo da oposição
Beatriz Rosa
São José dos Campos
FONTE: O Vale


Foto: Antonio Basilio

Sem política definida de regularização, São José ganhou pelo menos 41 bairros clandestinos, que ainda são ‘desconhecidos’ pelo governo Eduardo Cury (PSDB).

Estudo elaborado pelo vereador Wagner Balieiro (PT) e que será encaminhado ao Ministério Público mostra que uma cidade ‘invisível’ cresce nas regiões leste e norte de São José, ocupando áreas de preservação ambiental ou terrenos em encostas. Os novos núcleos não aparecem nas listagens oficiais do poder público, que apontam a existência de 93 bairros irregulares.

Na região leste, surgiram 17 núcleos habitacionais irregulares na última década. É o caso do Chácara São Pedro --a área de várzea ao lado dos dutos da Petrobras, na região da Vila Tesouro, hoje está ocupada por mais de 30 moradias.

“O bairro cresce mas não existe para ninguém. Nada chega aqui, temos que dar o endereço de outras pessoas”, disse o ajudante geral Amarildo Batista da Cruz, 33 anos. Ele chegou ao bairro há nove anos. “Aqui é esquecido, não existe nem no mapa, mas está crescendo porque é perto da Via Dutra.”

Cruz faz parte de um grupo de cerca de 10 mil moradores que vivem em núcleos urbanos que cresceram à revelia da prefeitura. Famílias que se somam a outras 40 mil pessoas que vivem nos 93 loteamentos clandestinos reconhecidos pelo governo e estão na fila de espera da regularização.

Os clandestinos também crescem na zona norte (17) e nas regiões sudeste (3), oeste (1) e sul (3).

Estudo. O estudo será encaminhado ao Ministério Público. “Percorremos bairros irregulares que não estão na lista oficial da prefeitura. São bairros grandes, pequenos, pobres e de alto nível de renda que possuem parcelamentos diferentes e que terão que ter processos de regularização. Para a prefeitura, essa gente não existe”, disse o vereador Balieiro.

Vereador quer acelerar regularização
São José dos Campos

Vereadores de São José cobraram reforço no setor de regularização dos loteamentos irregulares de São José.

O presidente da Comissão de Planejamento e Habitação da Câmara, Walter Hayashi (PSB), reconheceu a existência de um número maior de loteamentos irregulares e cobrou reforço e agilidade nos processos de regularização.

“O meu número sempre foi acima de 135. Era o número que a própria prefeitura trabalhava há 12 anos atrás. Acredito que muitos foram aglomerados em núcleos por proximidade. Mas o fato é que o número de bairros clandestinos na cidade esta aumentando.”

Para Hayashi, a prefeitura deve contratar novos profissionais frente ao volume de processos. “A secretaria tem corpo técnico restrito e a crescente demanda mostra que é preciso melhorar a estrutura.”

Para o vereador Cristiano Pinto Ferreira (PV), a cidade precisa incluir os núcleos irregulares no planejamento da cidade. “A falta de regularização faz com que não seja possível levar benfeitorias a esses bairros e vai se criando uma cidade sem conexão.” Segundo ele, é necessário eliminar a burocracia da regularização. “É preciso reforçar a equipe e tirar esses projetos do papel. Se o modelo de regularização é lento, ele precisa ser alterado.”

Política. O tucano Cristóvão Gonçalves acusou o PT de se utilizar de um problema social para atacar o governo tucano.

“O PT se aproveita da demora nos processos de regularização para fazer política em cima. Se fosse fácil, eles já teriam acabado com os clandestinos nas cidades que administram há vários anos.”

Mas, apesar de contestar as intenções do partido de oposição, Gonçalves também defendeu a criação de um mutirão de advogados e engenheiros para acelerar os processos.

O Vale: Rico consome três vezes mais água do que pobre em S. José

Jardins Aquarius, Esplanada e Apolo, na zona oeste, lideram consumo; bairros carentes do leste são os mais econômicos

Filipe Manoukian
São José dos Campos

Imagem: Victor Moriyama
Fonte: O Vale


Dona de uma pequena quitanda no Coqueiro, região leste de São José, Josilaine Lino da Silva, 49 anos, passa grande parte do dia preocupada em manter limpo o seu comércio. Bairro ilegal, nenhuma das ruas do Coqueiro é asfaltada. “Você limpa, mas logo fica sujo de novo”, diz Josilaine. Entre as armas contra o pó, vassoura, espanador e água.

O mais fácil, segundo conta Josilaine, é pegar a mangueira e esguichar a água pelo chão do comércio. Contudo, não é isso o que a empresária faz. “Tenho tantas coisas para pagar, se eu usar a água sempre que precisar, a conta vem muita cara. Mangueira só em último caso”.

A realidade é completamente diferente nas regiões mais ricas de São José. Uma rápida caminhada pelos bairros nobres da cidade, como o Jardim Aquarius, Altos do Esplanada, entre outros, estampa outro cenário.

Não raro, donas de casas, ou mesmo prestadores de serviço, como faxineiros e jardineiros, passam horas lavando quintais ou calçadas com o auxílio de mangueiras, ou regando plantas.

A estudante Andressa Vieira Lima, 18 anos, estagiária em um escritório de advocacia no Esplanada do Sol, é um exemplo. Ela evita o desperdício tentando ser rápida, mas o jardim é grande.

O contraste está nos números. Os bairros ricos José têm uma média de consumo de água quase três vezes mais alta do que os bairros mais carentes e periféricos.

Números. A pedido de O VALE, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) mapeou o consumo de água por domicílios em São José. A região com menor consumo por residência é a leste, no setor composto pelos bairros Santa Inês 3, Capão Grosso, Bica da Água, Jardim São José e Coqueiro.

Os moradores desses bairros gastam, em média, pouco mais de R$ 23 com a conta de água por mês, o equivalente ao consumo de 11 mil litros.

Por sua vez, a região oeste é a que apresenta o maior consumo por domicílio, girando em torno dos 30 mil litros mensais --algo em torno de R$ 97.

O circuito é composto pelos bairros Jardim Aquarius, Altos do Esplanada, Jardim Imperial, Jardim Apolo, Jardim Alvorada, entre outros.

“As pessoas com maior poder aquisitivo têm carro, às vezes dois, três carros, que se ela não lavar em casa, o faz em algum posto ali perto, da mesma região. Essa pessoa também tem jardim, são pessoas que gostam de lavar com mais frequência a casa”, afirmou o superintendente da Sabesp Vale do Paraíba, Oto Elias Pinto.

Em seguida, ele alertou: “Também há excessos, principalmente dos prestadores de serviço, que às vezes fazem do esguicho da água a vassoura”.

Por mês, conforme o mapa da água da Sabesp, São José consome 3,3 bilhões de litros de água. A média de consumo, considerando toda a cidade, é de 17,9 litros por domicílio.

Rico em SP gasta menos água
São José dos Campos


A média do consumo de água nos bairros ricos de São José é 38,2% mais alta do que a média do bairro nobre campeão de consumo na capital do Estado.

Enquanto em São José a média gira em torno de 30 mil litros por mês, a média na região do Jardins, zona sul de São Paulo, é de 21,7 mil litros.

As características dos bairros em São José e São Paulo são semelhantes --amplos jardins, piscina--, mas é indiscutível que o poder aquisitivo na capital é maior do que em São José. “É lógico que em São Paulo o pico do poder aquisitivo é maior. O que pode acontecer é que lá você tem menos pessoas morando por domicílio. Às vezes mora uma pessoa por apartamento e isso e isso conta. Em São José, as regiões mais ricas são compostas mais por famílias”, afirmou Oto Elias Pinto.

O MAPA DO CONSUMO DE ÁGUA EM SÃO JOSÉ

Consumo
3,3 bilhões de litros
Com mais de 630 mil habitantes, São José consome diariamente 110 milhões de litros de água, chegando a uma média mensal de 3,3 bilhões de litros. A região sul, a mais populosa, é a que tem a maior participação, com 34%

Contraste
Triplo do consumo
A média de consumo de água dos bairros mais ricos é quase três maior do que a média em bairros periféricos mais carentes. O consumo de água nesses bairros nobres também representa quase o dobro em relação a média de consumo da cidade

Ricos
Região Oeste
Fazem parte da lista de campeões de consumo os bairros Jardim Aquarius, Altos do Esplanada, Jardim Imperial, Jardim Apolo, Jardim Alvorada e Jardim das Indústrias. A conta mensal de água é de quase R$ 100 por casa na região

Explicação
Poder aquisitivo
Amplos jardins, piscina, áreas gramadas, várias suítes. O preço pago pelo conforto é um maior consumo de água. Entretanto, a Sabesp alerta que muitas vezes ocorrem desperdícios, como uso excessivo de água na limpeza ou na jardinagem

Comparação
Maior do que a capital
A médio do consumo de água nos bairros nobres de São José supera a média dos bairros nobres da capital, São Paulo --mesmo sabendo-se que o poder aquisitivo é maior na capital. Em São José, o consumo nas regiões nobres da cidade é 38,2% maior

Esgoto
Universalização
Atualmente, de toda a água consumida em São José, segundo a Sabesp, 89% é coletado e tratado, antes de ser despejado no Rio Paraíba. A Sabesp promete universalizar o tratamento de esgoto em todo o Vale do Paraíba, alcançando 100%, até 2014

The Seventh Billion Human: What Does This Birth Mean?

As you may know, the UN projects that the 7 Billionth human will be born on October 31st of this year. The Population Center will be co-sponsoring (with the Gates Institute) a symposium on this topic that will be webcast live athttp://www.jhsph.edu/7billion.

When: Friday, October 14, 2011 from 2:00 to 4:00pm
Where: Sheldon Hall, W1214, Bloomberg School of Public Health

Speakers:
Babtunde Osotimehin, Executive Director, United Nations Population Fund
David Lam, Professor, Economics Department, University of Michigan
Hania Zlotnik, Director, Population Division, United Nations
Brian O'Neill, National Center for Atmospheric Research

A reception will follow.

Mr. Osotimehin will also be giving a brief talk on the United Nations Population Fund from 12:15 - 1:00pm. More details on that event will be forthcoming.

This will also be the 40th Anniversary of the founding of the Hopkins Population Center. Please join us. 

If you cannot attend, you may wish to watch the recorded webcast at http://www.jhsph.edu/7billion which will be available about one week after the symposium.