domingo, 21 de outubro de 2012
Surge uma nova classe média global
Segundo estudo, quase 3 bilhões de pessoas, ou 40% da população mundial, devem deixar a pobreza, principalmente nos países emergentes
20 de outubro de 2012 | 22h 44 / Fernando Dantas, de O Estado de S.Paulo
RIO - Um total de quase 3 bilhões de pessoas, ou 40% da população mundial, ascenderá à classe média até 2050, e elas virão quase exclusivamente dos atuais mercados emergentes. Dessa forma, o consumo dos países emergentes pode saltar de um terço do consumo global para dois terços até 2050. A classe média no estudo é definida como famílias com ganhos anuais entre US$ 3 mil e US$ 15 mil, com US$ 5 mil sendo o divisor entre as classes médias baixa e alta.
Essas projeções estão no relatório "Consumidor em 2050/A alta da classe média dos mercados emergentes", um minucioso estudo sobre os padrões de consumo das massas que estão enriquecendo em países como China, Índia, Filipinas, Peru e México realizado pelo departamento de pesquisa global do HSBC, e divulgado em outubro. O Brasil também aparece no relatório, mas com previsões que não são das mais brilhantes.
Segundo o HSBC, à medida que a renda cresce, a comida e outros produtos básicos param de consumir a maior parte do salário e há mais dinheiro para as coisas "divertidas" da vida. O estudo mostra que as chamadas despesas discricionárias, que são as menos ligadas às necessidades básicas de sobrevivência, sobem de aproximadamente um terço para 60% do consumo total, quando os salários sobem de US$ 1 mil por ano para algo em torno de US$ 15 mil.
Essas projeções estão no relatório "Consumidor em 2050/A alta da classe média dos mercados emergentes", um minucioso estudo sobre os padrões de consumo das massas que estão enriquecendo em países como China, Índia, Filipinas, Peru e México realizado pelo departamento de pesquisa global do HSBC, e divulgado em outubro. O Brasil também aparece no relatório, mas com previsões que não são das mais brilhantes.
Segundo o HSBC, à medida que a renda cresce, a comida e outros produtos básicos param de consumir a maior parte do salário e há mais dinheiro para as coisas "divertidas" da vida. O estudo mostra que as chamadas despesas discricionárias, que são as menos ligadas às necessidades básicas de sobrevivência, sobem de aproximadamente um terço para 60% do consumo total, quando os salários sobem de US$ 1 mil por ano para algo em torno de US$ 15 mil.
domingo, 27 de maio de 2012
Emergentes impulsionam lares com um só morador
Luís Guilherme Barrucho
Da BBC Brasil em São Paulo
Com 12 milhões de pessoas que passam a morar sozinhas a cada ano no mundo, o número de lares com um único morador (também chamados de unipessoais) já é o maior da história e tem crescido a um ritmo acelerado, impulsionado, principalmente, por países emergentes como o Brasil.
Segundo dados da consultoria americana Euromonitor, mais de 270 milhões de pessoas ao redor do globo, ou quase 4% da população mundial, moravam sozinhas em 2011, um crescimento de 27,6% na comparação com 2006 e de 77% em relação a 1996.
Da BBC Brasil em São Paulo
Com 12 milhões de pessoas que passam a morar sozinhas a cada ano no mundo, o número de lares com um único morador (também chamados de unipessoais) já é o maior da história e tem crescido a um ritmo acelerado, impulsionado, principalmente, por países emergentes como o Brasil.
Segundo dados da consultoria americana Euromonitor, mais de 270 milhões de pessoas ao redor do globo, ou quase 4% da população mundial, moravam sozinhas em 2011, um crescimento de 27,6% na comparação com 2006 e de 77% em relação a 1996.
Você pode ser mais rico do que imaginava
Ou o Brasil pode ter mais pobres do que você pensava. Preencha sua renda mensal no quadro abaixo e descubra qual a sua posição na distribuição da renda do País.
Por Conteúdo: Sílvio Guedes Crespo e CPS/FGV/ Arte: Cyntia Ueda
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Atlas do Trabalho Escravo no Brasil pode prevenir exploração
Produção de carvão, exploração de cana-de-açúcar e pecuária são os ramos onde mais aparecem casos de trabalho escravo no Brasil. A informação está no livro Atlas do Trabalho Escravo no Brasil, lançado pela Oscip Amigos da Terra - Amazônia Brasileira.
Realizado pelos geógrafos da USP Hervé Théry, Neli Aparecida de Mello, Julio Hato e Eduardo Paulon Girardi, com apoio da OIT (Organização Internacional do Trabalho), o atlas foi desenvolvido com uma metodologia inédita que caracteriza a distribuição, os fluxos, as modalidades e os usos do trabalho escravo no país, nas escalas municipal, estadual e regional, utilizando fontes oficiais e consolidadas.
"O objetivo é criar uma ferramenta com a qual financiadores e empresas, em vez de reagir aos problemas, podem preveni-los, focando onde o risco é maior. Mas é essencial que a ferramenta seja atualizada constantemente", destaca Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra.
Realizado pelos geógrafos da USP Hervé Théry, Neli Aparecida de Mello, Julio Hato e Eduardo Paulon Girardi, com apoio da OIT (Organização Internacional do Trabalho), o atlas foi desenvolvido com uma metodologia inédita que caracteriza a distribuição, os fluxos, as modalidades e os usos do trabalho escravo no país, nas escalas municipal, estadual e regional, utilizando fontes oficiais e consolidadas.
"O objetivo é criar uma ferramenta com a qual financiadores e empresas, em vez de reagir aos problemas, podem preveni-los, focando onde o risco é maior. Mas é essencial que a ferramenta seja atualizada constantemente", destaca Roberto Smeraldi, diretor da Amigos da Terra.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Mais de 60% das famílias não podem comprar casa em São Paulo
VANESSA CORREA
DE SÃO PAULO
Na cidade de São Paulo, 62% das famílias não têm condições de comprar uma casa ou apartamento próprio. E isso ocorre, na maior parte dos casos, porque os imóveis estão muito caros.
Essas são algumas das conclusões de um levantamento feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em 18 países da América Latina e do Caribe.
O dado foi calculado com base na porcentagem de domicílios que gastariam mais de 30% de sua renda para pagar prestações de financiamento de 20 anos, com 10% de entrada, considerando o imóvel mais barato em oferta. Em São Paulo, esse imóvel custa US$ 40 mil, diz o banco.
PREÇO ALTO
Segundo o coordenador da pesquisa, Cesar Bouillon, o principal motivo para a incapacidade dessas famílias de comprar sua casa é o preço elevado do imóvel na cidade e a escassez de imóveis para a população de baixa renda. Esse fator impede que 32% adquiram a casa própria.
"A maior parte dos imóveis em oferta é para famílias ricas", diz Bouillon. Para ele, o governo precisa incentivar, através de políticas, as empresas a construírem imóveis para a população mais pobre.
[CONTINUA]
DE SÃO PAULO
Na cidade de São Paulo, 62% das famílias não têm condições de comprar uma casa ou apartamento próprio. E isso ocorre, na maior parte dos casos, porque os imóveis estão muito caros.
Essas são algumas das conclusões de um levantamento feito pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) em 18 países da América Latina e do Caribe.
O dado foi calculado com base na porcentagem de domicílios que gastariam mais de 30% de sua renda para pagar prestações de financiamento de 20 anos, com 10% de entrada, considerando o imóvel mais barato em oferta. Em São Paulo, esse imóvel custa US$ 40 mil, diz o banco.
PREÇO ALTO
Segundo o coordenador da pesquisa, Cesar Bouillon, o principal motivo para a incapacidade dessas famílias de comprar sua casa é o preço elevado do imóvel na cidade e a escassez de imóveis para a população de baixa renda. Esse fator impede que 32% adquiram a casa própria.
"A maior parte dos imóveis em oferta é para famílias ricas", diz Bouillon. Para ele, o governo precisa incentivar, através de políticas, as empresas a construírem imóveis para a população mais pobre.
[CONTINUA]
domingo, 22 de abril de 2012
Prédio de luxo se transforma em "elefante branco"
Folha de São Paulo - 22/04/2012
NATÁLIA ZONTA
DE SÃO PAULO
Localizado em uma das regiões mais nobres do bairro da zona oeste --próximo à casa de Silvio Santos--, o edifício Adolpho Carlos Lindenberg foi lançado em 2006 e entregue em 2009. Possui 12 apartamentos, cada um com seis suítes e 12 vagas na garagem.
| Rogério Canella/Folhapress |
Passados quase três anos, sete unidades foram vendidas, o que a própria construtora considera um resultado abaixo de qualquer expectativa. A falta de compradores ainda causa um prejuízo extra, já que a empresa paga a taxa de condomínio dos imóveis vazios, cujo valor não revela.
O resultado motivou a companhia a diminuir os investimentos no Morumbi. "Hoje em dia, o bairro sofre muito com o trânsito e isso pesa. As pessoas valorizam mais os bairros do outro lado do rio [Pinheiros].
É difícil comercializar nessa região", afirma Adolpho Lindenberg Filho, diretor da construtora. Segundo ele, o metro quadrado da área tende a custar 20% menos do que em outros bairros disputados pelo mercado imobiliário, como o Alto da Lapa, na zona oeste. "Hoje, procuramos terrenos na Vila Mariana, no Tatuapé e na Aclimação", diz.
Cada unidade do empreendimento --que, segundo o diretor, foi comercializada na planta por cerca de R$ 6 milhões-- hoje é vendida por cerca de R$ 10,4 milhões. "Não diria que valorizou, apenas sofreu uma correção. Não acompanhou o que ocorreu no restante da cidade."
Para ele, o perfil do bairro mudou ao longo dos anos. "O Morumbi se transformou. Na parte conhecida como Cidade Jardim, há casas muito boas, mas a segurança é complicada."
Quem tem como missão comercializar as unidades encalhadas reclama. Uma corretora que pediu para não ser identificada afirma que atualmente quase não existe procura pelos apartamentos. "Houve uma época em que muitos curiosos nos ligavam. Agora, nem isso. Os interessados de porte compraram no lançamento", diz.
O resultado motivou a companhia a diminuir os investimentos no Morumbi. "Hoje em dia, o bairro sofre muito com o trânsito e isso pesa. As pessoas valorizam mais os bairros do outro lado do rio [Pinheiros].
É difícil comercializar nessa região", afirma Adolpho Lindenberg Filho, diretor da construtora. Segundo ele, o metro quadrado da área tende a custar 20% menos do que em outros bairros disputados pelo mercado imobiliário, como o Alto da Lapa, na zona oeste. "Hoje, procuramos terrenos na Vila Mariana, no Tatuapé e na Aclimação", diz.
Cada unidade do empreendimento --que, segundo o diretor, foi comercializada na planta por cerca de R$ 6 milhões-- hoje é vendida por cerca de R$ 10,4 milhões. "Não diria que valorizou, apenas sofreu uma correção. Não acompanhou o que ocorreu no restante da cidade."
Para ele, o perfil do bairro mudou ao longo dos anos. "O Morumbi se transformou. Na parte conhecida como Cidade Jardim, há casas muito boas, mas a segurança é complicada."
Quem tem como missão comercializar as unidades encalhadas reclama. Uma corretora que pediu para não ser identificada afirma que atualmente quase não existe procura pelos apartamentos. "Houve uma época em que muitos curiosos nos ligavam. Agora, nem isso. Os interessados de porte compraram no lançamento", diz.
domingo, 1 de abril de 2012
Consumismo eleva endividamento
Maria Inês Dolci
Cresceu o número de endividados em São Paulo ( 52,2%) em março, aponta pesquisa da FecomércioSP. O cartão de crédito continua como o principal meio utilizado para adquirir essas dívidas : 67,5% dos paulistanos estão devendo devido às compras pagas dessa maneira. É um absurdo que os consumidores se endividem com o cartão, que tem os maiores juros do mercado. Há outras formas de crédito com condições mais favoráveis.A participação dos carnês também aumentou de 18,6% para 28,2%.São pessoas que no afã de aproveitar as ofertas gastam mais do que o orçamento comporta.
terça-feira, 27 de março de 2012
Durou pouco: Vale volta a ser a capital da violência
Luara Leimig
Taubaté
Após registrar queda nos homicídios em janeiro deste ano, a região volta a liderar a violência no interior do Estado com 44 vítimas de assassinato em fevereiro, em 39 ocorrências. O número é 42% maior que o índice de fevereiro de 2011, quando foram registradas 31 vítimas em 29 ocorrências. Segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública), divulgados ontem, o número de vítimas em fevereiro representa ainda um aumento de 37,28% em relação a janeiro deste ano.
Com um acumulado de 76 vítimas de assassinatos este ano, o Vale do Paraíba continua líder do ranking da violência no interior do Estado. A segunda região mais violenta do interior do Estado é Ribeirão Preto, com 58 pessoas executadas, seguida por Campinas, com 57. Ainda segundo com os dados, Taubaté foi a cidade mais violenta em fevereiro, com o registro de 7 mortes. Até ontem, a cidade já contabilizava 18 homicídios. São José dos Campos, Jacareí e Cruzeiro, tiveram quatro assassinatos cada, em fevereiro.
segunda-feira, 26 de março de 2012
Simões Filho é síntese da violência que migra para cidades menores
INARA CHAYAMITI
DIÓGENES MUNIZ
A capital da morte baiana está cercada por polos industriais. Abriga parte do CIA (Complexo Industrial de Aratu), composto por mais de 140 empresas, como Gerdau, Xerox e Avon, e está próxima do PIC (Polo Industrial de Camaçari), com companhias como Ford, Ambev, Petrobrás e Alstom.
DIÓGENES MUNIZ
A capital da morte baiana está cercada por polos industriais. Abriga parte do CIA (Complexo Industrial de Aratu), composto por mais de 140 empresas, como Gerdau, Xerox e Avon, e está próxima do PIC (Polo Industrial de Camaçari), com companhias como Ford, Ambev, Petrobrás e Alstom.
Além de estar no topo do ranking do Mapa da Violência 2012, a cidade baiana de Simões Filho é a síntese da principal tendência revelada pelo levantamento: a interiorização dos homicídios no Brasil.
As altas taxas desse tipo de crime estão se transferindo das grandes metrópoles para aglomerações de pequeno e médio porte.
[CONTINUA]
As altas taxas desse tipo de crime estão se transferindo das grandes metrópoles para aglomerações de pequeno e médio porte.
[CONTINUA]
domingo, 25 de março de 2012
Quem tem medo de Wall Street?
Márcia Camargos
NOVA YORK - Organização horizontal, sem líderes eleitos nem autoproclamados. Rostos novos apresentando uma multiplicidade de reivindicações. Uma juventude destituída de perspectivas que, só agora, premida pela crise econômica, dá os primeiros passos na tentativa de interferir nos destinos nacionais. O Occupy Wall Street, que completou seis meses, é o retrato da sociedade americana. Uma sociedade fraturada que, na opinião de muitos, enfrenta uma espécie de colapso nervoso.
Assim, enquanto milhares de pessoas vestidas de verde bebiam e cantavam na maior algazarra para comemorar o dia de St Patrick, padroeiro da Irlanda, centenas de manifestantes voltavam ao Parque Zuccotti, ou Praça da Liberdade, no sul da ilha de Manhattan, para protestar contra a corrupção e os desmandos do mercado financeiro.
GM apela à MTV após desinteresse de jovens por carros
Sílvio Guedes Crespo
Estaria a indústria automobilística em crise de identidade? Uma reportagem do “New York Times” conta que a visão de mundo da nova geração de americanos está levando a General Motors, que no ano passado recuperou o posto de maior fabricante de automóveis do planeta, a mudar estratégias e, mais do que isso, alterar em alguns aspectos sua própria cultura.
O diário relata que a GM recorreu à MTV Scratch, divisão responsável por ajudar as empresas a entender os jovens, para tentar “resolver um dos problemas mais vexatórios da indústria automobilística: muitos jovens consumidores hoje não ligam para carros”.
Segundo o “Times”, a MTV Scratch desenvolveu uma visão estratégica para ser adotada pelos próximos cinco anos pela Chevrolet, marca da General Motors mais vendida nos EUA.
A reportagem conta que o projeto não é uma simples estratégia de marketing, e sim uma redefinição da cultura corporativa da companhia.
[CONTINUA]
Segundo o “Times”, a MTV Scratch desenvolveu uma visão estratégica para ser adotada pelos próximos cinco anos pela Chevrolet, marca da General Motors mais vendida nos EUA.
A reportagem conta que o projeto não é uma simples estratégia de marketing, e sim uma redefinição da cultura corporativa da companhia.
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Como o Brasil virou o país da classe C
Fernando Dantas
O economista Marcelo Neri, que dirige o Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio, é provavelmente o acadêmico que mais ajudou a consolidar a ideia da ascensão da classe C, a nova classe média popular que se tornou o centro de gravidade da economia, da política e das relações sociais no Brasil.
Especialista em pobreza e desigualdade, Neri já lidava com esses temas na sua tese de Mestrado, sobre o boom de consumo do plano Cruzado. Ele nota que, nas últimas décadas, houve diversos momentos de forte ascensão social, como o milagre econômico, o plano Cruzado, o plano Real e a fase a partir de 2004, associada ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (Neri vê grandes méritos na gestão do ex-presidente, mas acrescenta que ele se beneficiou também de avanços econômicos e sociais da década de 90).
Todos aqueles momentos foram diferentes, observa o economista. No milagre, o avanço social ocorreu apesar do aumento da desigualdade (mais do que compensada pelas espetaculares taxas de crescimento econômico), enquanto a partir do governo Lula a ascensão da classe C deu-se em boa parte por causa da melhoria na distribuição da renda.
OESP: Índice vai medir felicidade do brasileiro
Roberta Scrivano
SÃO PAULO - A riqueza do País pode começar a ser mensurada de outra forma. No lugar do Produto Interno Bruto (PIB), a Felicidade Interna Bruta (FIB). A Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) está empenhada na elaboração da metodologia do novo índice. A intenção é fornecer os resultados ao governo federal para auxiliar no desenvolvimento de políticas públicas.
O FIB já existe no Butão, um pequeno reino incrustado nas cordilheiras do Himalaia. Lá, o contentamento da população é mais importante que o desempenho da produção industrial. O índice pensado pela FGV, no entanto, não será tão radical. "O PIB será um dos componentes do cálculo", esclarece Fábio Gallo, professor da FGV-SP que, ao lado de Wesley Mendes, encabeça o desenvolvimento do estudo.
O PIB é considerado por diversos especialistas um índice incompleto. Dados como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ou o nível de segurança das cidades não são contabilizados. Portanto, elencar a grandeza das nações pelos bilhões acumulados com produção industrial e comercial, por exemplo, é, para esses especialistas, uma distorção da realidade.
O FIB já existe no Butão, um pequeno reino incrustado nas cordilheiras do Himalaia. Lá, o contentamento da população é mais importante que o desempenho da produção industrial. O índice pensado pela FGV, no entanto, não será tão radical. "O PIB será um dos componentes do cálculo", esclarece Fábio Gallo, professor da FGV-SP que, ao lado de Wesley Mendes, encabeça o desenvolvimento do estudo.
O PIB é considerado por diversos especialistas um índice incompleto. Dados como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ou o nível de segurança das cidades não são contabilizados. Portanto, elencar a grandeza das nações pelos bilhões acumulados com produção industrial e comercial, por exemplo, é, para esses especialistas, uma distorção da realidade.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
FSP: Rico compra 1 de cada 4 carros do país; classe C lidera em cigarros
A Classe A, formada por 2,6% das famílias do país, consome um quarto dos produtos financeiros (incluindo seguros, previdência e taxas bancárias) e dos veículos adquiridos no Brasil.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira e fazem parte do Pyxis Consumo, uma pesquisa de mercado do Ibope Inteligência, que mede o consumo de famílias em 51 grupos de produtos (excluindo gastos com aluguel, impostos e cursos extracurriculares, como os de inglês e computação).
Os dados foram divulgados nesta terça-feira e fazem parte do Pyxis Consumo, uma pesquisa de mercado do Ibope Inteligência, que mede o consumo de famílias em 51 grupos de produtos (excluindo gastos com aluguel, impostos e cursos extracurriculares, como os de inglês e computação).
domingo, 29 de janeiro de 2012
FSP: China se prepara para 'baby boom' no ano do dragão
As maternidades na China se preparam para receber um novo "baby boom" durante o ano do dragão, animal que segundo o calendário lunar abençoa os nascidos sob seu signo com sabedoria, coragem e um futuro promissor.
Por causa da superstição, milhares de chineses decidiram ter filhos durante 2012, e como aconteceu no ano do porco (2007), que prevê riqueza e prosperidade, os nascidos terão que enfrentar a escassez de salas de parto.
[CONTINUA]
Por causa da superstição, milhares de chineses decidiram ter filhos durante 2012, e como aconteceu no ano do porco (2007), que prevê riqueza e prosperidade, os nascidos terão que enfrentar a escassez de salas de parto.
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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
OESP: O custo humano embutido num iPad
"Você é o pai de Lai Xiaodong?", alguém perguntou, quando o telefone tocou na casa de Lai. Seis meses antes, o jovem de 22 anos havia se mudado para Chengdu, sudoeste da China, para se tornar mais uma das milhões de peças humanas da engrenagem que move o maior, mais rápido e mais sofisticado sistema de manufatura no globo. "Ele está com problemas", disse a pessoa do outro lado da linha ao pai de Lai, que não resistiu aos ferimentos.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Época: Meu filho, você não merece nada
Ao conviver com os bem mais jovens, com aqueles que se tornaram adultos há pouco e com aqueles que estão tateando para virar gente grande, percebo que estamos diante da geração mais preparada – e, ao mesmo tempo, da mais despreparada. Preparada do ponto de vista das habilidades, despreparada porque não sabe lidar com frustrações. Preparada porque é capaz de usar as ferramentas da tecnologia, despreparada porque despreza o esforço. Preparada porque conhece o mundo em viagens protegidas, despreparada porque desconhece a fragilidade da matéria da vida. E por tudo isso sofre, sofre muito, porque foi ensinada a acreditar que nasceu com o patrimônio da felicidade. E não foi ensinada a criar a partir da dor.
[CONTINUA]
[CONTINUA]
OESP: Programado para morrer
A obsolescência programada reduz a durabilidade de produtos para estimular o consumo, mas um documentário vem mostrar o lado sombrio desta prática raramente admitida pela indústria.
SÃO PAULO – A cineasta Cosima Dannoritzer usa o mesmo celular há 13 anos. “Ele nem tira fotos, mas eu tenho uma câmera para isso”, diz. Depois de ouvir lendas urbanas sobre obsolescência programada – a prática da indústria de determinar uma vida útil curta em seus produtos para vender mais –, ela decidiu investigar o tema. E a realidade se tornou ainda mais estranha para ela.
Em seu documentário, The Light Bulb Conspiracy (A conspiração da lâmpada, em inglês), Cosima mostra que a indústria tem práticas escusas para determinar a validade dos seus produtos. E isso ocorre especialmente na indústria da tecnologia.
SÃO PAULO – A cineasta Cosima Dannoritzer usa o mesmo celular há 13 anos. “Ele nem tira fotos, mas eu tenho uma câmera para isso”, diz. Depois de ouvir lendas urbanas sobre obsolescência programada – a prática da indústria de determinar uma vida útil curta em seus produtos para vender mais –, ela decidiu investigar o tema. E a realidade se tornou ainda mais estranha para ela.
Em seu documentário, The Light Bulb Conspiracy (A conspiração da lâmpada, em inglês), Cosima mostra que a indústria tem práticas escusas para determinar a validade dos seus produtos. E isso ocorre especialmente na indústria da tecnologia.
domingo, 22 de janeiro de 2012
OESP: Pela primeira vez, Brasil tem menos de 1% de domicílios na classe E
Pela primeira vez a classe E, a base da pirâmide social, representa menos de 1% dos 49 milhões de domicílios existentes no País. Isso significa que o número de brasileiros em situação de pobreza extrema teve uma drástica redução nos últimos dez anos, conforme apontam duas pesquisas de consultorias que usaram metodologias distintas.
Em números exatos: 404,9 mil ou 0,8% dos lares são hoje de classe E, segundo os cálculos do estudo IPC-Maps, feito pela IPC Marketing, consultoria especializada em avaliar o potencial de consumo. Em 1998, a classe E reunia 13% dos domicílios, indica o estudo baseado em dados do IBGE.
Marcos Pazzini, responsável pelo estudo, explica que os dados são atualizados segundo um modelo desenvolvido pela consultoria, que leva em conta a pesquisa do Ibope Mídia sobre a distribuição socioeconômica dos domicílios, projeções de crescimento da população e da economia, entre outros indicadores. Os lares são classificados segundo o Critério Brasil, da Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa (Abep), que leva em conta a posse de bens e o nível de escolaridade do chefe da família.
FSP: Seis em cada dez brasileiros pertencem à classe média, diz Datafolha
Brasil é um país de classe média. Seis em cada dez brasileiros com 16 anos ou mais já pertencem a esse grupo, segundo o Datafolha.
Com 90 milhões de pessoas --número superior ao da população alemã--, a classe média brasileira, no entanto, está longe de ser homogênea.
A variedade de indicadores de renda, educação e posse de bens de consumo permite a divisão dessa parcela da população em três grupos distintos que separam os ricos dos excluídos.
O acesso crescente a bens de conforto --como eletroeletrônicos, computadores e automóveis-- é o que mais aproxima as três esferas da classe média brasileira.
A partir da medição da posse desses itens, a população é divida em classes nomeadas por letras.
Com 90 milhões de pessoas --número superior ao da população alemã--, a classe média brasileira, no entanto, está longe de ser homogênea.
A variedade de indicadores de renda, educação e posse de bens de consumo permite a divisão dessa parcela da população em três grupos distintos que separam os ricos dos excluídos.
O acesso crescente a bens de conforto --como eletroeletrônicos, computadores e automóveis-- é o que mais aproxima as três esferas da classe média brasileira.
A partir da medição da posse desses itens, a população é divida em classes nomeadas por letras.
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