terça-feira, 27 de março de 2012

Durou pouco: Vale volta a ser a capital da violência

Luara Leimig
Taubaté


Após registrar queda nos homicídios em janeiro deste ano, a região volta a liderar a violência no interior do Estado com 44 vítimas de assassinato em fevereiro, em 39 ocorrências. O número é 42% maior que o índice de fevereiro de 2011, quando foram registradas 31 vítimas em 29 ocorrências. Segundo dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública), divulgados ontem, o número de vítimas em fevereiro representa ainda um aumento de 37,28% em relação a janeiro deste ano.

Com um acumulado de 76 vítimas de assassinatos este ano, o Vale do Paraíba continua líder do ranking da violência no interior do Estado. A segunda região mais violenta do interior do Estado é Ribeirão Preto, com 58 pessoas executadas, seguida por Campinas, com 57. Ainda segundo com os dados, Taubaté foi a cidade mais violenta em fevereiro, com o registro de 7 mortes. Até ontem, a cidade já contabilizava 18 homicídios. São José dos Campos, Jacareí e Cruzeiro, tiveram quatro assassinatos cada, em fevereiro.

segunda-feira, 26 de março de 2012

Simões Filho é síntese da violência que migra para cidades menores

INARA CHAYAMITI
DIÓGENES MUNIZ


A capital da morte baiana está cercada por polos industriais. Abriga parte do CIA (Complexo Industrial de Aratu), composto por mais de 140 empresas, como Gerdau, Xerox e Avon, e está próxima do PIC (Polo Industrial de Camaçari), com companhias como Ford, Ambev, Petrobrás e Alstom.

Além de estar no topo do ranking do Mapa da Violência 2012, a cidade baiana de Simões Filho é a síntese da principal tendência revelada pelo levantamento: a interiorização dos homicídios no Brasil.

As altas taxas desse tipo de crime estão se transferindo das grandes metrópoles para aglomerações de pequeno e médio porte.

[CONTINUA]

domingo, 25 de março de 2012

Quem tem medo de Wall Street?

Márcia Camargos

NOVA YORK - Organização horizontal, sem líderes eleitos nem autoproclamados. Rostos novos apresentando uma multiplicidade de reivindicações. Uma juventude destituída de perspectivas que, só agora, premida pela crise econômica, dá os primeiros passos na tentativa de interferir nos destinos nacionais. O Occupy Wall Street, que completou seis meses, é o retrato da sociedade americana. Uma sociedade fraturada que, na opinião de muitos, enfrenta uma espécie de colapso nervoso.

Assim, enquanto milhares de pessoas vestidas de verde bebiam e cantavam na maior algazarra para comemorar o dia de St Patrick, padroeiro da Irlanda, centenas de manifestantes voltavam ao Parque Zuccotti, ou Praça da Liberdade, no sul da ilha de Manhattan, para protestar contra a corrupção e os desmandos do mercado financeiro.

GM apela à MTV após desinteresse de jovens por carros

Sílvio Guedes Crespo

Estaria a indústria automobilística em crise de identidade? Uma reportagem do “New York Times” conta que a visão de mundo da nova geração de americanos está levando a General Motors, que no ano passado recuperou o posto de maior fabricante de automóveis do planeta, a mudar estratégias e, mais do que isso, alterar em alguns aspectos sua própria cultura.

O diário relata que a GM recorreu à MTV Scratch, divisão responsável por ajudar as empresas a entender os jovens, para tentar “resolver um dos problemas mais vexatórios da indústria automobilística: muitos jovens consumidores hoje não ligam para carros”.

Segundo o “Times”, a MTV Scratch desenvolveu uma visão estratégica para ser adotada pelos próximos cinco anos pela Chevrolet, marca da General Motors mais vendida nos EUA.

A reportagem conta que o projeto não é uma simples estratégia de marketing, e sim uma redefinição da cultura corporativa da companhia.

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Como o Brasil virou o país da classe C

Fernando Dantas

O economista Marcelo Neri, que dirige o Centro de Políticas Sociais (CPS) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio, é provavelmente o acadêmico que mais ajudou a consolidar a ideia da ascensão da classe C, a nova classe média popular que se tornou o centro de gravidade da economia, da política e das relações sociais no Brasil.

Especialista em pobreza e desigualdade, Neri já lidava com esses temas na sua tese de Mestrado, sobre o boom de consumo do plano Cruzado. Ele nota que, nas últimas décadas, houve diversos momentos de forte ascensão social, como o milagre econômico, o plano Cruzado, o plano Real e a fase a partir de 2004, associada ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (Neri vê grandes méritos na gestão do ex-presidente, mas acrescenta que ele se beneficiou também de avanços econômicos e sociais da década de 90).

Todos aqueles momentos foram diferentes, observa o economista. No milagre, o avanço social ocorreu apesar do aumento da desigualdade (mais do que compensada pelas espetaculares taxas de crescimento econômico), enquanto a partir do governo Lula a ascensão da classe C deu-se em boa parte por causa da melhoria na distribuição da renda.

OESP: Índice vai medir felicidade do brasileiro

Roberta Scrivano

SÃO PAULO - A riqueza do País pode começar a ser mensurada de outra forma. No lugar do Produto Interno Bruto (PIB), a Felicidade Interna Bruta (FIB). A Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) está empenhada na elaboração da metodologia do novo índice. A intenção é fornecer os resultados ao governo federal para auxiliar no desenvolvimento de políticas públicas.

O FIB já existe no Butão, um pequeno reino incrustado nas cordilheiras do Himalaia. Lá, o contentamento da população é mais importante que o desempenho da produção industrial. O índice pensado pela FGV, no entanto, não será tão radical. "O PIB será um dos componentes do cálculo", esclarece Fábio Gallo, professor da FGV-SP que, ao lado de Wesley Mendes, encabeça o desenvolvimento do estudo.

O PIB é considerado por diversos especialistas um índice incompleto. Dados como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) ou o nível de segurança das cidades não são contabilizados. Portanto, elencar a grandeza das nações pelos bilhões acumulados com produção industrial e comercial, por exemplo, é, para esses especialistas, uma distorção da realidade.