segunda-feira, 28 de novembro de 2011
OESP: Capitais do Censo
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Sistemas de produção de alimentos correm o risco de perder capacidade produtiva
Enquanto se percebem cada vez mais gargalos em recursos naturais, haverá concorrência pelas terras e pela água. A disputa aconteceria entre usuários urbanos e industriais e dentro do setor agrícola, entre a produção pecuária, a de cultivos básicos, a de cultivos não alimentícios e a produção de biocombustíveis.
domingo, 27 de novembro de 2011
OVALE: "Região Metropolitana exige novo pacto entre municípios"
Mais do que simplesmente criar a Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, a RMVale, é necessário comprometimento dos prefeitos da região para que, de fato, consiga-se um planejamento integrado entre cidades, minimizando desigualdades sociais e melhorando questões como o transporte público intermunicipal e uso do solo.
A opinião é do especialista em Arquitetura e Urbanismo pela USP (Universidade de São Paulo) e professor da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) e Unitau (Universidade de Taubaté), Paulo Romano Reschilian.
Seminário "Perspectivas de Planejamento Urbano e Regional: a região metropolitana em debate"
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
sábado, 19 de novembro de 2011
OESP: BC incentiva crédito no momento em que dívida de brasileiro bate recorde
BRASÍLIA - O governo volta a incentivar o crédito para o consumo em um momento que, teoricamente, tem ingredientes arriscados: brasileiros nunca deveram tanto e nunca comprometeram parcela tão grande do salário para pagar as dívidas. Desde a crise de 2008, quando o governo aumentou a oferta de crédito para manter a economia aquecida, a dívida total dos brasileiros saltou 80,7% e o valor das parcelas pagas mensalmente cresceu 60%. Enquanto isso, o salário aumentou bem menos: 33,3%.
Dados do Banco Central revelam que o endividamento das famílias está no nível mais alto da história: pessoas físicas devem cerca de R$ 715,19 bilhões aos bancos em operações das mais simples, como o microcrédito e o cheque especial, até financiamentos longos, como o imobiliário e de veículos, passando pelo caro cartão de crédito.
Segundo o BC, cada brasileiro deve atualmente 41,8% da soma dos salários de um ano inteiro, um recorde. Há pouco mais de três anos, quando começou a crise de 2008, brasileiros deviam o correspondente a 32,2% de sua renda de 12 meses.
FSP: Sem propaganda, grife americana vira 'uniforme' para adolescentes
A marca, que não faz propaganda, virou febre. "Todo mundo falava que era legal, comecei a usar também. É moda", diz Fernanda, do 7º ano do Colégio Vera Cruz.
Ela não destoa das colegas. Ao longo da semana, sempre usa uma de suas 15 camisetas ou um moletom. Não desgruda de duas bolsas, uma xadrez e outra com o alce, símbolo da marca. "É uniforme. Todas as minhas amigas usam."
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sexta-feira, 18 de novembro de 2011
ComCiência: Lei de verticalização em Caraguatatuba pode causar danos socioambientais
Globaia: A Cartography of the Anthropocene
The term was proposed in 2000 by Paul J. Crutzen , Nobel Prize in 1995 for his work on atmospheric chemistry and his research on stratospheric ozone depletion (the so-called "hole"), and by Eugene F. Stoermer in a publication (p. 17) of the International Geosphere-Biosphere Programme . But the concept itself, the idea that human activity affects the Earth to the point where it can cross a new age, is not new and dates back to the late nineteenth century.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
The Guardian: The impact of ecological limits on population growth
Robert Engelman for Yale Environment 360, part of the Guardian Environment Network
The hard part about predicting the future, someone once said, is that it hasn't happened yet. So it's a bit curious that so few experts question the received demographic wisdom that the Earth will be home to roughly 9 billion people in 2050 and a stable 10 billion at the century's end. Demographers seem comfortable projecting that life expectancy will keep rising while birth rates drift steadily downward, until human numbers hold steady with 3 billion more people than are alive today.
What's odd about this demographic forecast is how little it seems to square with environmental ones. There's little scientific dispute that the world is heading toward a warmer and harsher climate, less dependable water and energy supplies, less intact ecosystems with fewer species, more acidic oceans, and less naturally productive soils. Are we so smart and inventive that not one of these trends will have any impact on the number of human beings the planet sustains? When you put demographic projections side by side with environmental ones, the former actually mock the latter, suggesting that nothing in store for us will be more than an irritant. Human life will be less pleasant, perhaps, but it will never actually be threatened.
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Brasil: um dos países que mais terá migrações climáticas
O estudo internacional Preparing for Resettlement Associated with Climate Change (Preparando-se para Reassentamentos Associados às Mudanças Climáticas, em português), publicado na última edição da revista Science, apontou que o Brasil é um dos países que mais sofrerá com os deslocamentos populacionais ocasionados pelas mudanças climáticas.
A reportagem é de Débora Spitzcovsky e publicada pelo sítio Planeta Sustentável, 31-10-2011.
De acordo com os pesquisadores, o aumento das secas e do nível do mar e a intensificação dos tufões serão os principais responsáveis pelas migrações climáticas do Brasil, que partirão das regiões litorâneas, sobretudo do Nordeste. A pesquisa aponta, ainda, que outra grande responsável pelos deslocamentos populacionais brasileiros é a expansão das hidrelétricas, que, entre outros impactos, expulsa de suas casas as pessoas que residem nas áreas que serão alagadas.
Liderado pela brasileira Márcia Castro e pelo norte-americano Alex de Sherbinim, o estudo tem a intenção de alertar para a necessidade da humanidade se preparar para lidar, em um futuro próximo, com os deslocamentos populacionais causados pelas alterações climáticas.
O estudo Preparing for Resettlement Associated with Climate Change está disponível, na íntegra e em inglês, para os assinantes da revista Science.
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
The Guardian: O problema não é a população
O nascimento de um bebê é geralmente uma ocasião de alegria. A chegada, porém, da 7.000.000.000ª pessoa nos próximos dias está sendo aguardada com crescente ansiedade acerca do impacto devastador dos seres humanos no planeta. Os ambientalistas estão discutindo sobre de quem ou o do que é a culpa: o número total de pessoas, ou a quantidade de água, alimentos, minérios ou ar limpo que cada uma delas demanda. O professor Paul Ehrlich, cujo livro The Population Bomb ajudou a inflamar o debate, compara o impacto ambiental à área de um retângulo: um lado é o tamanho da população, o outro é o seu consumo.
Embora o retângulo de Ehrlich seja pura ilustração, o "problema-população" para o ambiente é mais bem descrito como dois retângulos, cada um representando o número de pessoas na vertical e seus estilos de vida na horizontal: um quadrante alto e magro engloba bilhões de pessoas que usam muito poucos recursos da Terra; o outro, um pouco mais curto e extraordinariamente longo engloba a minoria de seres humanos que usam a vasta maioria das riquezas naturais. O Banco Mundial estima, por exemplo, que a quinta parte mais rica do mundo detém mais de três quartos da renda; a quinta parte mais pobre, apenas 1,5%.
Dado que as populações estão muito pouco estáveis e às vezes diminuindo na maior parte do mundo rico, as políticas populacionais inevitavelmente teriam que progredir perceptivelmente com relação ao retângulo alto e magro dos muitos/pobres. Supondo que tais políticas sejam bem sucedidas – e, excluindo a coerção amplamente inaceitável da política de um filho por parte da China ou as esterilizações em massa da Índia na década de 1970, persuadir as pessoas a terem menos bebês tem se mostrado muito complicado –, a redução geral do impacto ambiental combinado seria muito pequeno.
A questão mais preocupante, porém, é que esse cálculo pressupõe que, enquanto o retângulo alto e magro fica menor, ele não fica mais amplo. A experiência, no entanto, sugere que, com exceção de casos extremos como o Zimbábue, ele vai ficar mais gordo.
Ao longo do tempo e da geografia, os países que reduziram as taxas de natalidade ficaram mais ricos e por isso mais consumistas: renda em aumento e melhor saúde e educação deram aos homens e às mulheres a confiança de que mais filhos seus irão sobreviver até a idade adulta e ajudar a sustentar suas famílias. E, enquanto as taxas de natalidade caem, os governos podem gastar mais na saúde, educação e emprego de cada pessoa, alimentando um ciclo virtuoso de desenvolvimento econômico e freando o crescimento demográfico.
Seria interessante ver uma avaliação adequada do ponto em que o benefício de ter menos pessoas consumindo é compensado e, depois, crescentemente impedido de crescer pelo seu maior consumo. Há alguns pontos indicativos. A comparação de James Ball, do The Guardian, dos dados do CIA World Factbook das taxas de natalidade e de poder de compra médio de cada pessoa dos países analisados mostra uma correlação muito forte entre os dois.
Os estatísticos rapidamente apontam que o fato de duas coisas parecerem estar vinculadas não significa que uma causa a outra, mas as evidências de campo sugerem que a crescente afluência e o declínio das taxas de fertilidade são inextrincáveis. Ano após ano, as descrições dos países que conseguiram reduzir com sucesso o crescimento populacional mostram como eles tornaram-se notavelmente mais ricos ao mesmo tempo, mesmo que eles não sejam exatamente abastados: Guatemala, na América Central; Bangladesh, no Sudeste Asiático; e os Tigres Asiáticos da Coreia do Sul.
Ao mesmo tempo, estudos após estudos mostram que os danos ambientais aumentam – até agora quase sempre perpetuamente – com a renda, e muitas vezes de forma mais acentuada enquanto os países em desenvolvimento começam a se industrializar. Mais dramaticamente, essas forças parecem ter se reunido na China, cuja política de um único filho – embora com massivo investimento estatal e rápida expansão da economia de mercado – coincidiu com a ascensão do país que se tornou a segunda maior economia do mundo (e, incidentalmente, o maior emissor de poluição dos gases do efeito estufa).
Tecnicamente falando, é claro, os defensores da população têm razão: a degradação ambiental pode ser fomentada pela redução do número de pessoas e do que elas usam. As políticas populacionais são deixadas para aqueles que se focam na pobreza e nos direitos das mulheres. Para os ambientalistas, falar de muitas pessoas é uma distração perigosa para os ativistas e consumidores, muitos dos quais irão encontrar uma conveniente desculpa para ignorar a necessidade mais premente de mudar o que e como nós gastamos as nossas crescentes riquezas.
Projeto conceitual transforma ar em água
Projeto conceitual transforma ar em água
Filipe Garrett Para o TechTudo
O designer australiano Edward Linnacre criou um sistema de irrigação que funciona com o princípio de transformar ar em água. Chamada de AirDrop, a técnica poderia representar ganhos relevantes à agricultura e à produção de alimentos em um planeta que comporta hoje 7 bilhões de pessoas e com crises alimentares em algumas regiões.
O sistema tira a água do ar e a devolve para o lugar de
onde saiu, as raízes das plantas. (Foto: Divulgação)
A ideia é baseada no princípio da condensação do vapor em água líquida. Mesmo os desertos mais áridos do planeta oferecem alguma umidade em seu ar, e a ideia de Edward Linnacre foi criar estruturas que possam resfriar esse ar para extrair a água. O conceito seria muito últil em áreas assoladas por secas sazonais. Segundo Edward, o sistema “tira a água do ar e a devolve para o lugar de onde saiu, as raízes das plantas”.
O equipamento necessário é simples. Uma turbina para sugar o ar ambiente, canos subterrâneos feitos de cobre que receberão o fluxo de ar para que ele circule e se resfrie em seu interior e estruturas que absorvam a água que se condensa no exterior dos encanamentos e a encaminhe para onde ela é necessária. Como o armazenamento da água é subterrâneo, é possível fazer a irrigação das plantas pela raiz. O sistema é subterrâneo porque o subsolo é mais frio e permite que a água se condense mais facilmente.
Edward também desenvolveu um sistema de monitoramento que permite, via monitor LCD, que o operador conheça os níveis de armazenamento de água, pressão do ar e das bombas e quanta energia há nas baterias – caso ele use energia solar.
O projeto AirDrop é totalmente sustentável e prevê também a possibilidade de alimentar a turbina e os demais sistemas – coleta e bombeamento de água – via energia solar. Mais do que “devolver a água para onde ela pertence”, o projeto pode até ajudar a matar a sede de populações de lugares que sofrem com escassez de água, como diversos países da África.
Via: James Dyson Award