segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

FSP: Procuradoria desiste de indenização de R$ 20 mi contra a Zara

O Ministério Público do Trabalho de São Paulo desistiu de cobrar a indenização de R$ 20 milhões contra a Zara. A empresa e seus fornecedores foram acusados de manter trabalhadores em regime análogo à escravidão após fiscalizações no começo do ano.

Pelo novo TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) assinado na tarde desta segunda-feira, a Zara deverá investir R$ 3,4 milhões em ações preventivas na cadeia produtiva têxtil. O valor é o mesmo proposto pela empresa na primeira tentativa de acordo, no mês passado.

Segundo o procurador Luiz Carlos Michele Fabre, a desistência ocorreu porque a varejista se comprometeu com a responsabilidade sobre fornecedores e terceirizadas. A morosidade da Justiça, no caso de uma ação judicial, também pesou para que o acordo fosse efetivado.

[CONTINUA]

FSP: Brasil fechou novembro com 236 milhões de celulares

O Brasil terminou o mês de novembro com 236,08 milhões de acessos na telefonia móvel, informou a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). O crescimento foi de 19,51% em relação ao mesmo mês de 2010.

Só neste ano, foram 38,54 milhões de novas habilitações na telefonia celular.

Em relação a outubro, foram mais de 4,45 milhões de novas linhas, um crescimento de 1,92%. Agora, há 120,81 celulares a cada 100 habitantes no Brasil.

Do total de acessos em operação, 81,65% são pré-pagos e 18,35%, pós-pagos. Em novembro, Alagoas e Pará romperam a barreira de um celular por habitante. Apenas Maranhão e Piauí continuam com menos de um celular por habitante.

A Vivo continua líder, com 29,6% do mercado. A Tim tem 26% de participação, e a Claro, 25,1%. A Oi é a quarta colocada, com 18,9%.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 5

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 4

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 3

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 2

Dividocracia (Debtocracy) - Parte 1

Cult: Saqueadores, uni-vos!

Artigo de Slavoj Zizek

A repetição, diz Hegel, desempenha um papel crucial na história: quando algo acontece uma vez apenas, pode ser visto como simples acidente, algo que poderia ter sido evitado se a situação tivesse sido tratada de outra maneira; mas, quando o mesmo fato se repete, é sinal de que um processo histórico mais profundo está em ação.

Quando Napoleão foi derrotado em Leipzig, em 1813, pareceu que tinha sido azar; quando ele voltou a ser derrotado em Waterloo, ficou claro que seu tempo acabara.

A mesma coisa aplica-se à crise financeira contínua. Em setembro de 2008, foi descrita como uma anomalia que poderia ser corrigida com uma melhor regulamentação etc.; agora, o acúmulo de sinais de um derretimento financeiro repetido deixa claro que estamos diante de um fenômeno estrutural.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Carta Maior: Mudança climática: o futuro é agora

Vista aérea de cidade chinesa. (Foto: CHINA OUT AFP PHOTO)
A mudança climática no Brasil ou no mundo ainda é tratada como uma questão de ambientalistas contra setores da economia em expansão, ou contra os tradicionais emissores de gases estufa, como as petrolíferas, montadoras, siderúrgicas. No país mais poderoso do mundo, ainda hoje elas controlam o debate. Levando em consideração apenas eventos extremos recentes, a partir de 2009, o inventário de tragédias no mundo é muito grande, impressionante, e não reflete a preocupação das lideranças em definir medidas para enfrentar a situação. O artigo é de Najar Tubino.

domingo, 4 de dezembro de 2011

OESP: Grupo Brics aposta em novas energias

Os cinco países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) vão incentivar o desenvolvimento da energia eólica e solar, "ponto fundamental e inevitável pelo esgotamento das fósseis e dos problemas ambientais", declarou neste domingo, 4, Bu Xiaolin, vice-presidente da província chinesa da Mongólia Interior, rica em carvão.

Bu destacou a importância da colaboração entre os cinco países diante dos delegados do Brics, reunidos no Fórum de Cooperação e Amizade dos Governos Locais na ilha meridional chinesa de Hainan.

[CONTINUA]

sábado, 3 de dezembro de 2011

Época: Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos

No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.

Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade: shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes, na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram incontáveis jantares regados a vinhos.